Transtorno Opositor Desafiador: Confira principais sintomas e tratamento

TOD é mais uma doença mental que pode ser diagnosticada em diferentes tipos de pacientes.

Publicado em 21/03/2024 por Rodrigo Duarte.

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São diversos os transtornos mentais que podem ser diagnosticados nas crianças e nos adolescentes, principalmente nos dias de hoje, com os pais se preocupando mais com essas questões e também com os médicos e profissionais da área da saúde conseguindo utilizar ferramentas e formas de diagnóstico mais precisas.

Transtorno Opositor Desafiador: Confira principais sintomas e tratamento

E uma sigla que passou a ser utilizado de uma forma muito frequente no dia a dia dentro dos consultórios é o TOD, que significa Transtorno Opositor Desafiador. Essa é uma doença que acaba ocorrendo justamente neste período tão delicado para essas questões, que são os primeiros anos de desenvolvimento, a infância e adolescência.

De acordo com especialistas, este é um tipo de transtorno que é considerado como bastante desafiador para os pais e adultos que convivem com o paciente, sendo até mesmo considerado como comum em crianças em determinados estágios o desenvolvimento, especialmente na adolescência.

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Mas quando estes jovens acabam apresentando um determinado padrão persistente no comportamento, ele deve chamar a atenção dos adultos, que devem buscar aconselhamento profissional para entender quais serão as melhores práticas para lidar com os pequenos.

Principais sintomas do TOD

Comportamento desafiador

Um dos principais sintomas e sinais deste tipo de transtorno é quando as crianças e os adolescentes acabam apresentando, com bastante frequência, o comportamento de desafiar todas as regras que são impostas. Elas passam a questionar e, em muitos casos, optam sempre pela desobediência, indo exatamente no caminho oposto. Isso não acontece apenas com os pais e com outros adultos da família, mas também acabam se apresentando no ambiente escolar.

Comportamento irritável

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Além das crianças e dos adolescentes acabarem questionando e desobedecendo a grande maioria das regras, eles também acabam se irritando com muita frequência. Qualquer coisa que aconteça pode fazer com que elas tenham comportamentos irritadiços, que podem acabar se tornando explosões de raiva. E geralmente essas respostas acabam sendo desproporcionais ao que está acontecendo, se tornando bastante intensas.

Busca por vingança

O conceito de vingança nem sempre acaba sendo entendido pelas crianças e pelos adolescentes. Mas alguns comportamentos que podem acabar sendo classificados desta forma podem acabar se tornando bastante comuns nos pequenos. Essa busca por vingança pode acabar surgindo tanto contra os adultos como também contra as próprias crianças e outros jovens. Além disso, essas crianças acabam se tornando rancorosas, um tipo de comportamento que normalmente não é considerado como comum, já que os pequenos normalmente esquecem rápido coisas ruins acontecem.

Comportamento de teimosia

Ainda dentro do campo do questionamento da irritabilidade, essas crianças e estes adolescentes acabam se tornando bastante teimosos. Neste caso, elas podem se tornar obcecadas com alguma ideia ou com algum comportamento que elas tenham adotado para si, se recusando a aceitar qualquer tipo de pensamento ou de ordem contrária. Elas também acabam demonstrando teimosia excessiva mesmo para determinadas demandas que podem ser consideradas como completamente fora da sua realidade e da realidade das pessoas que a cercam.

Não consegue lidar com frustrações

Sempre que acontece alguma coisa que quebre suas expectativas ou seus desejos, crianças e adolescentes com TOD simplesmente não conseguem lidar com isso, se estressando muito ou ainda fazendo com que elas desistam facilmente. Esse é um comportamento que pode ser visto facilmente nas atividades escolares, por exemplo, quando os pequenos não conseguem atingir os objetivos propostos e simplesmente desistem.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento do TOD?

O diagnóstico deste tipo de transtorno, bem como dos demais relacionados a saúde mental, sempre devem ser realizados pelos profissionais, como neurologista infantil, psiquiatra ou psicólogo clínico. E isso deve ser feito somente a partir de uma avaliação completa da criança.

A avaliação geralmente é composta por entrevistas com a criança, pais e professores, e a observação do comportamento dela em diferentes situações. Os profissionais podem solicitar também testes psicológicos e de comportamento.

O tratamento geralmente é uma combinação de terapia comportamental, terapia familiar e/ou medicação. A primeira parte acaba sendo fundamental para a criança conseguir desenvolver habilidades para lidar com seus comportamentos desafiadores, além de melhorar a comunicação e resolução de problemas.

Já os medicamentos podem ser prescritos para ajudar a lidar com sintomas muito comuns nestes quadros, como impulsividade, agressividade e irritabilidade.

ESCRITO POR: Rodrigo Duarte - Jornalista formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), com especialização em Marketing Digital.